quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pequenas ações que fazem a diferença

quarta-feira, 8 de setembro de 2010 0

Pessoas, mais um artigo da Daniele Santos, que traz um assunto muito apropriado, para que todos nós possamos refletir e buscar cada um fazer sua parte por um mundo melhor. Após ler seu texto e, apesar de toda cultura e conhecimento que possuo, percebi que eu também muito falava sobre, cobrava, mas pouco, ou quase nada, fazia em prol do meio ambiente. Dani valeu por todas as dicas e por sua sensatez.Tenho certeza que a leitura desse texto vai promover uma mudança na mente de todos.
bjos nas crianças e boa leitura

Por Daniele Santos

Já não é de hoje que escutamos falar em sustentabilidade, camada de ozônio, atitude verde... enfim, são atitudes pró- meio ambiente. Mas será que realmente estamos fazendo alguma coisa? Será que no nosso cotidiano moderno e corrido, temos espaço para essas ações?


Há até pouco tempo, confesso que não era muito ligada nesses assuntos, apesar de achar extremamente importante, nunca havia separado um lixo na vida. Quando nasceu o meu filho, tudo mudou. Deu aquela sensação de perda de tempo, de querer melhorar o mundo e fazer alguma coisa.


Foi aí que comecei a me envolver em coisas que realmente dão resultados, e enche nosso ego de satisfação. Bem antes de os supermercados anunciarem o fim dos sacos plásticos já levava minha sacola ecológica embaixo do braço. Também comecei a separar o lixo. Fiquei conhecendo a padronização internacional dos coletores.


VIDRO (RECIPIENTE VERDE)

» Garrafas
» Vidros de conserva
» Lâmpadas incandescentes
» Cacos de vidro.


PAPÉIS SECOS (RECIPIENTE AZUL)

» Jornais, listas telefônicas e folhetos comerciais
» Folhas de caderno, revistas e folhas de rascunho
» Papéis de embrulho
» Caixas de papelão
» Caixas de brinquedos
» Caixas longa vida ou Tetra Pak


PLÁSTICO (RECIPIENTE VERMELHO)

»Embalagens de produtos de limpeza
» Garrafas plásticas
» Tubos e canos
» Potes de creme e xampu
» Baldes e bacias
» Restos de brinquedos
» Sacos, sacolas e saquinhos de leite limpos


METAIS (RECIPIENTE AMARELO)

»Tubos de pasta de dentes
» Latinhas de cerveja e refrigerante
» Enlatados
» Objetos de cobre, alumínio, lata, chumbo, bronze, ferro, zinco


O ideal é ter nos prédios os recipientes apropriados para a coleta e levar esse lixo separado para locais onde existem as coletas seletivas. Como aqui no prédio não tinha nenhum tipo de convênio com coletores , resolvi fazer o que estava ao meu alcance. Usava sacos pretos e colocava cada coisa em seu lugar. Papéis, vidros, comidas etc.


As garrafas pets já são recolhidas aqui no prédio e vendidas para arrecadar fundos pro condomínio.


Até as sobras das comidas, passei a me preocupar. Se existe uns 10 milhões de brasileiros sem ter o quê comer, como podemos jogar comida fora? A sobra de um arroz e de uma carne assada, já se transforma em um delicioso bolinho e num gostoso ensopado.


Na igreja que vou aos domingos, tem um cartaz bem grande: “Recolhemos óleo usado”. Não pensei duas vezes, comecei a guardar o meu óleo e a levar nesse local. Os danos causados pelo óleo jogado na pia são muitos. Quando retido no encanamento, o óleo causa entupimento das tubulações e faz com que seja necessária a aplicação de diversos produtos químicos para a sua remoção. Se não existir um sistema de tratamento de esgoto, o óleo acaba se espalhando na superfície dos rios e das represas, contaminando a água e matando muitas espécies que vivem nesses habitats. Ainda fiquei sabendo que ela se transformará em produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e até biodiesel. Senti-me tão importante ao realizar essa ação! E ainda fiz questão de avisar todo o prédio para fazer o mesmo.


O que fazer com pilhas e baterias de celulares? Fiquei sabendo que existem locais específicos que recolhem e dão o destino apropriado. As pilhas e baterias possuem cádmio, chumbo e mercúrio. Substâncias que não são biodegradáveis, isto é, não são dissolvidas pela natureza. Não podem chegar ao solo e nem na água de jeito nenhum. No shopping que freqüento existem várias lojas que recolhem, então lá vou eu entregá-las.


Até as lojas que costumo comprar, passei a investigar se elas são engajadas em projetos sociais e de sustentáveis. Nos dias de hoje, onde as fábricas e empresas são responsáveis pela grande poluição e destruição na natureza, não se pode admitir que elas não tenham essa preocupação. É prioridade e questão de cidadania. Se a empresa não possui esse tipo de entendimento, não me agrada como consumidora.


Uma coisa é certa, não adianta nada eu tomar essas atitudes, se o meu vizinho continua lavando o carro toda semana, varrendo o quintal com a mangueira... Mas se ele me ver fazendo o que faço, quem sabe ele não se “toca” e começa a mudar.


Quando se entra nesse mundo, é um caminho sem volta. Você passa a querer saber tudo sobre o tema, o que as empresas estão fazendo para ajudar nesse processo, enfim, é uma preocupação constante. Acabo de saber que já estão desenvolvendo pneus menores e mais leves, que consomem menos matéria-prima e emitem uma quantidade reduzida de gás carbônico. Sabendo da existência desse produto, já saberei qual marca optar quando for trocar os pneus do meu carro.


Se você não sabe por onde começar e nem o que fazer, pode começar dentro da sua casa, através da economia de luz e água. Depois se informe em sites, ou com pessoas ligadas a você que já esteja fazendo alguma coisa, sempre tem uma. Só não vá ficar paranóica, heim?


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Independência? (...Mas era tudo irreal, cabeça de maluco...)

terça-feira, 7 de setembro de 2010 0

“A frase, entre parênteses, do título desse texto é um fragmento da música Supra-sumo do Mal, de autoria de meu amigo Haroldo Theodoro e representa exatamente o que eu pensei ao descobrir o que realmente aconteceu, para que comemoremos esse dia, que muito serve como um feriadão, mas como data festiva... Deixa pra lá. Aliás, gostaria de agradecer ao meu sobrinho Yann Luiz, 20 anos, Professor de História, formado pela Universidade Gama Filho, que me revelou os reais acontecimentos desse dia e eu não tive como não contá-los a vocês.”

Bjos nas crianças e boa leitura.


Quem ouviu D. Pedro I gritar “independência ou morte” às margens do rio Ipiranga? Quem acredita que a cena retratada no quadro de Pedro Américo, Independência ou Morte, exposto no Museu do Ipiranga, realmente aconteceu do jeito que ele pintou?

Vamos desmistificar essa história, pois ela está muito mal contada. Primeiro de tudo, D. Pedro estava somente lendo as cartas que recebera da côrte portuguesa, às margens do riacho Ipiranga, que dizia que ele devia voltar para Portugal. Por causa disso ele decidiu proclamar a independência, contudo não havia a todo àquele povo, conforme mostra o quadro, que somente foi pintado 63 anos depois do tal ocorrido em 1822.

Pedro Américo decidiu pintar esse monstro de tela (4,15m de altura por 7,60m de comprimento), mostrando um valente D. Pedro I, erguendo sua espada no ar, às margens do riacho Ipiranga, acompanhado por uma tropa de alazões e oficiais bem alinhados, ao assumir que o quadro seria reflexo de uma necessidade do século. Ops, acho que perdi algo ou não entendi o que esse digníssimo estava querendo dizer.

Beleza Pedrinho, pois como arte o quadro é realmente lindo, mas como fato histórico é total ficção. E ele ainda dizia que era preciso conter a voracidade do tempo e tornar imortal algo que as gerações atuais não viram. Na boa, melhor ser cego que ver algo irreal, algo que não aconteceu.

Bom, se você acredita realmente que essa atitude altruísta, que D. Pedro I tomou foi realmente por causa do povo brasileiro, você é muito romântico, para não dizer outra coisa. Se bem que os livros de história do ensino fundamental relatam esse motivo: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, EU digo que fico!” Ah, tá bom. Vamos aos reais motivos, em tópicos, para ninguém se perder nessa história “sórdida”:

. Primeiro, ele decidiu ficar bem menos pelo povo e bem mais pela aristocracia, que o apoiaria como imperador em troca da futura independência não alterar a realidade sócio-econômica colonial.

. A idéia de Império já era trabalhada há 14 anos com a abertura dos portos, portanto a tal independência somente representou a consolidação de uma ruptura política, que já estava prevista para acontecer, mas a ruptura com o sistema colonial não sofreu nenhuma alteração, visto que as bases sócio/econômicas (trabalho escravo, monocultura e latifúndio), que representavam a manutenção dos privilégios aristocráticos, permaneceram inalteradas.

. A tão famosa expressão “independência ou morte”, que marca esse dia “tão importante” (até parece que alguém dá importância a isso), não foi falada e sim escrita numa carta que D. Pedro I redigiu em resposta a côrte, no dia 8 de setembro, da seguinte forma:

- “Prezados paulistas, independência ou morte é o nosso lema, mas estamos longe de conquistá-lo. Espero vosso apoio e vossa lealdade”, diz o texto.

Agora o que eu não entendo é por que 7 de setembro se a proclamação da república somente se consolidou em 1º de dezembro de 1822? Na verdade, em 14 de setembro, ao chegar ao Rio de Janeiro, o povo aclamou-o como Imperador, mas o que vale é o papel assinado. Aceite e se conforme, pois é quase tudo mentiraaaaaaa!!!

 
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