quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CINE CRÍTICA

quinta-feira, 14 de outubro de 2010


Antes de qualquer coisa, gostaria de pedir desculpas pela falta de postagens durante as últimas semanas. O tempo estava escasso. mas eis que surge a "salvadora da pátria", Daniele de Souza, com a crítica sobre o filme "Tropa de Elite 2", que vai além de uma simples reflexão sobre a história.
Eu ainda não assisti, mas pelo que tenho lido sobre essa produção, está valendo uma passadinha no cinema para conferir.





Segurança nacional: das telas para realidade

Por Daniele de Sousa

É impressionante como o Tropa de Elite 2 tem o poder de trazer a tona uma realidade tão próxima do momento em que vivemos. O filme é capaz de chocar, mas ao mesmo tempo não se mostra como novidade. No segundo, nos deparamos com um novo dilema e agora mais profundo: o envolvimento da política, de autoridades, de militares e milicianos com o tráfico.

Dá uma sensação de impotência ao saber que a corrupção é ainda maior e o problema não está somente nas favelas. Muito se fala sobre a segurança, muitas propostas são expostas, mas está faltando ações mais concretas. Ações que envolvam as questões sociais. O que o governo do estado tem feito no Rio de janeiro, com as UPPs é uma semente que pode virar uma grande árvore. Apesar de ser recente, já trouxe bons resultados. É preciso uma ampliação desse projeto. O que falta é o envolvimento com a comunidade, trazer cursos técnicos, mais cultura, lazer, esportes...Abrir as portas de emprego e dá melhor qualidade de vida pra essas pessoas. Com a história do Bope, o diretor conseguiu já no primeiro filme, mostrar o policial em suas dimensões psicológicas e sociais.Ele fortaleceu a imagem da polícia. O capitão Nascimento tenta de todas as formas evitar que a corrupção chegue ao Bope.

A luta é muito grande e de abrangência nacional, começando com o trabalho do governo federal, na fiscalização de portos, fronteiras e aeroportos. Com a inteligência se consegue bloquear a entrada de drogas e outras coisas mais no país. É preciso um investimento grande nessa área. Depois vem a reformulação interna, o que estamos cansados de ouvir: aparelhar a polícia, dar condições de trabalho, salários maiores, gratificações, moradias longe de favelas e áreas de risco, enfim, valorizar o profissional para que ele não se sinta tentado a entrar na famosa “ banda podre” e nem fique mendigando ”propinas” pelas ruas.Sem falar do combate às milícias, que é uma forma de aprisionamento. Não deixa de ser uma organização, só que criminosa.

Sou a favor de uma espécie de cadastro em todas as favelas do país. Seria uma forma de controlar os nascimentos e ao mesmo tempo prestar assistência com programas sociais. Já existem vários programas como o bolsa família, bolsa escola...mas eles não são capazes de mudar a realidade de ninguém. Uma mulher que tem 4 filhos e recebe o bolsa família, continuará tendo 5, 6 ...e ninguém irá impedir. Existem pessoas que estão beirando a linha da pobreza e continuam tendo filhos e que provavelmente esses filhos poderão se tornar uma ameaça a sociedade. No documentário” Falcão:meninos do Tráfico”, do MV Bill, fica bem claro os motivos que levam um menino a entrar pro tráfico: falta de condições financeiras, maus tratos da família...

É preciso olhar nas raízes desse problema para tentar buscar a solução e isso só acontecerá com uma ação conjunta .

Vamos aproveitar a chegada do filme de José Padilha para iniciar uma forte discussão e avaliação do trabalho da polícia e da Segurança no país, no estado , no município. Ainda dá tempo de mudar alguma coisa, basta querer.


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